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Saudade.
Por: Renato Cardoso.

Hoje venho falar da saudade. Da saudade que sinto de um amor que um dia vivi, e que por vezes me ponho a sonhar. Da saudade de um rosto que até então guardo na memória. Saudade de alguém especial, que com o amor completa o sentido da minha vida.
Saudade daquele olhar a me observar, me destinando centenas ondas de amor puro e verdadeiro. Saudade daquele beijo a me acarinhar, me tranqüilizando nos meus momentos mais difíceis. Saudade daqueles abraços, daquelas palavras. Saudade, simplesmente saudade.
Saudade de quem a vida separou. Saudade de quem carrego no coração. Saudade de um rosto que aos poucos vai se montando em minha memória. Saudade daquela que amei e que muito amo. Saudade, gosto de nostalgia misturando com o doce fascínio do amor inesquecível.
Mas junto a saudade vem a certeza de que um dia, mas breve possível, essa saudade não passará de uma simples lembrança. Lembrança da saudade que um dia tive. Pois a partir deste dia aquela a quem tanto amei e amo estará ao meu lado novamente.
Ah, se ela soubesse o quanto sinto sua falta e o quanto necessito deste reencontro. Mas a vida tratou de deixar o caminho da volta marcado. Deixou o meu semblante a face da saudade. Portanto será fácil me encontrar, serei justamente aquele que no mundo mais sente e chora por saudade. Serei aquele que reza todos os dias pela sua volta. Pois só a partir de então deixaria a saudade no esquecimento e passaria, realmente, a viver um lindo sonho que um dia a vida interrompeu, porém não terminou. Separou para fortalecer. Quando o reencontro acontecer, do meu rosto a saudade irá embora e a felicidade nele voltará a reinar, pois finalmente minha vida estará completa e então daríamos continuidade a uma vida, há tempos iniciada, com paz, amor, harmonia e, principalmente, união; união divina.

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Um amor legendário.
Por: Renato Cardoso

Hoje eu venho falar sobre uma linda história de amor, vivida em seu mais pleno fervor. Um amor sem igual. Um amor com a marca maior da paixão, da entrega e da renúncia.
A noite estava mais escura do que o normal, gotas de tristeza caiam do céu, vindas do Universo. Não era chuva, eram gotas diferentes, gotas brilhantes. A Lua estava em prantos. Cansada de ficar sozinha, sem um amor, sem uma companhia.
Então ela decidiu ir a busca de sua felicidade, de sua companhia eterna. Logo se deparou com o Sol, que também solitário vivia, porém percebeu que o Sol não era seu grande amor, pois não o veria sempre, só em épocas de eclipses. Continuou a andar.
Es que encontrou um grupo de estrelas que a perguntou: porque vive tão só, se é bela e brilhante? A Lua não respondeu, mas ficou pensando na pergunta a ela feita. E continuou sua caminhada pelo Universo.
Cansada de procurar, a Lua já ia desistir e ficar por ali mesmo, iluminando quem a rodeava. Mas num belo dia, a Lua, ao longe, avistou um planeta azul chamado Terra. O brilho da Lua ficou mais forte, pois finalmente havia encontrado sua companhia eterna.
A Terra que também vagava solitária se apaixonou pela Lua, por quem jurou amor incondicional. Hoje, sob a testemunha do Mar e da Mãe Natureza, este amor perdura por séculos. A Lua ilumina a Terra com raios do amor prateado, num ritual eterno de amor recíproco.
Hoje a Lua não chora mais e o Universo está em festa. E enquanto houver o brilho do luar este amor aqui descrito estará vivo e intenso.
Assim como a Lua, eu vagava sozinho pela vida, triste a chorar. Porém como neste belo romance, eu encontre você minha amada, aquela que fará meu coração irradiar amor enquanto houver vida no meu peito. Utilizei a história da Lua e da Terra para simbolizar o amor que sinto por ti, que será eterno e intenso.

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Enquanto há vida o amor vive.
Por: Renato Cardoso.

No mundo de hoje, encontramos pessoas desiludidas com o amor, pois no decorrer de suas vidas não conseguiram achar a outra pessoa que as completassem. Essa desilusão, associada ao estresse do cotidiano, faz com que o mundo deixe de acreditar no amor sublime.
Quantas pessoas nós já encontramos em nossas vidas? Será que nenhuma seria capaz de nos fazer felizes? Será que somos exigentes demais? Essas perguntas estão sem respostas, mas em uma coisa podemos e devemos acreditar: na vida.
Enquanto há vida, a esperança de se ter um amor verdadeiro vive. Não podemos nos entregar ao medo. O medo nada mais é do que a aflição de nos descobrirmos na mais pura essência, de nos entregarmos a algo que até então é desconhecido.
O desconhecido realmente causa medo, porém não devemos deixar que ele conduza as nossas vidas. Amar é o simples ato de entrega verdadeira a alguém. Amar é o simples ato de ver a outra pessoa feliz. Só que as pessoas preferem esquecer disso e sofrem.
O ser humano não foi criado para sofrer, o fato de não se ter encontrado um amor de verdade não quer dizer que ele não exista. Na maioria dos casos, as pessoas depositam toda sua felicidade no outro ser. Isso não é o correto. A felicidade é um estado de espírito que tem que ser compartilhado mutuamente entre os seres amantes.
Ninguém faz a felicidade de ninguém, somente nós fazemos a nossa própria felicidade. A felicidade é como uma casa que vai sendo construída tijolo por tijolo até que fique pronta. A felicidade é isso, ela vai se construindo ao longo da vida e cabe a nós aproveitarmos cada momento de felicidade para construirmos nossa morada do amor puro. Portanto aproveite cada oportunidade, por mais simples que seja, que a vida lhe oferece.
Às vezes, nós queremos quem sabemos que não vai nos fazer feliz e deixamos as oportunidades do amor de verdade passar e são, justamente, essas oportunidades que não devemos deixar escapar. O amor se apresenta da forma mais simples, porém os seres humanos estão esperando espetáculos de terceira grandeza para apresentação do amor esperado. Lembre-se amar não tem explicação. Ama-se e pronto.

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Mundo ilusório
Por: Renato Cardoso

Hoje, após me reunir com alguns amigos, cheguei a seguinte conclusão: vivemos em um mundo feito meramente de ilusões de nossas consciências.
Iludimo-nos com a vida material, muita das vezes ingrata, com as facilidades que ela pode nos trazer no decorrer de nossa vida. Esquecemo-nos de que a matéria é fraca e apodrece, que o verdadeiro valor a ser dado não é a matéria e sim a alma, aos valores sublimes de amor ao próximo.
Glorificamo-nos diante dos sucessos pessoais obtidos e dos bens adquiridos, isso é perfeitamente aceitável quando não nos esquecemos de que isso tudo só nos foi permitido graças aos planos astrais superiores.
O mundo ao qual pertencemos está sendo vítima das ilusões virtuais, camufladas entre nós, que atuam na nossa visão física não nos deixando enxergar a vida com os olhos da alma. Passamos pelo mesmo processo de uma pessoa perdida no deserto, que após horas e horas de sede e fome começa a ver ilusões de suas necessidades psíquicas mais fortes.
Nós estamos, como este ser, perdidos no deserto da vida terrena. Incapacitados de caminharmos, viajando somente pelo mundo da ilusão. Ilusões estas que cabem a nós combater.
Dizem que a vida é complexa, porém discordo totalmente. A vida é o ato mais simples criado por Deus. Nós a complicamos devido aos nossos interesses pessoais, visto o que fazem com a Natureza.
Os seres humanos não são capazes, ainda, de captar a essência mais pura da vida. A vida é tão simples e cristalina como a água de uma fonte. Tão perfumada e bela quanto uma flor em seu florescer matinal.
Vivemos em um mundo surreal, criado e alimentado por nós seres ditos humanos. Até quando as manchas escuras das ilusões pessoais vão danificar o planeta em que vivemos? Não sei. Só sei que se continuarmos assim estaremos a beira da destruição física, moral, psicológica e muito longe de qualquer evolução na escala da alma.

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Rio-Bagdá
Por: Renato §. Cardoso.

E criticam Bagdá por ser uma cidade violenta, chamando seu povo de verdadeiros terroristas. Mas o que acontece no Rio de Janeiro? Será, realmente, a cidade tão maravilhosa? Maravilhosa sob o ponto de vista de quem?
Toda vez que a televisão mostra uma criança iraquiana com uma arma nas mãos me vem logo uma pergunta na mente. E as nossas crianças que moram nas favelas e nas ruas também não têm acesso as mesmas armas que muitas das vezes são trazidas de lá? Até mesmo os ditos “playboyzinhos” (coloco entre aspas porque num país como o nosso não existe esse tipo de gente e sim arremedos ou cópias genéricas dos verdadeiros que vivem no exterior) tem acesso, talvez em maior proporção.
E criticam Bagdá e seu povo por serem violentos, mas e o nosso povo? Não é tanto quanto? Lá pelo menos eles não se escondem por trás de uma máscara de hipocrisia. Lá existe guerra? Aqui não? Quantos aqui já morrem por uma bala perdida invadir suas casas e atingir o pobre cidadão, levando-o ao óbito?
Hoje a cidade dita maravilhosa não pode se dar ao luxo de assim ser chamada, pois como vemos diariamente, não só na tevê, mas também em nosso convívio, a cidade está cercada por uma nuvem obscura que cobre o ambiente, deixando-a entregue nas mãos de criaturas tão obscuras quanto às nuvens.
O Rio é maravilhoso somente porque tem mulheres bonitas, carnaval e futebol? Isso não engrandece nenhum lugar. E Bagdá é horrível porque tem violência, bandalheira e terroristas? E os nossos terroristas urbanos, camuflados no meio da multidão? Eles são menos piores que os outros por quê? Lá, pelo menos, eles lutam por um fundamento, seja certo ou não. E aqui, os “nossos” fazem pela mais pura e cruel maldade.
Assim como disse o poeta uma vez que o Haiti é logo ali, digo eu hoje que Bagdá não é logo ali, Bagdá é aqui. Não temos diferenças. Temos terroristas camuflados e Sadam’s em prisões ou em escritórios comandando tudo isso que vem acontecendo. Não defendo Bagdá, mas antes de olharmos para o vizinho e criticá-lo devemos olhar para nós mesmos e tentar melhorar, e isso, infelizmente, não acontece nessa cidade dita maravilhosa. Maravilhosa? Só se for para os gringos que aqui chegam e fazem o que querem.
E criticam Bagdá…….

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Cotidiano na favela
Por: Renato Cardoso

Marcos Silva, apelido: Marquinhos, 16 anos, pardo, cabelos curtos, olhos pretos, aparência: magra, mora: Morro da Catacumba.
Marquinhos era um menino como outro qualquer que vive em grandes cidades. Tinha os mesmos gostos e desejos. Porém, a vida parece reservar algo de diferente para ele.
Todas as manhãs o menino descia as escadarias da favela e ia para praia vender picolé, pois ajudava no sustento de sua casa. Morava com sua mãe, sua avó e mais três irmãos menores.
Um dia ao voltar para casa, Marcos viu um rapaz sendo espancado numa das vielas da favela. Espantado, ficou escondido para não ser percebido, porém devido a este mesmo nervosismo os traficantes que ali estavam o notaram.
– Moleque que cê tá fazendo aqui? Quer morrer? Vaza daqui!
Marquinhos saiu correndo. Nervoso, chegou em casa cansado. Sua avó, bem velhinha, perguntou a ele o que tinha acontecido. Ele sem reação não respondeu nada.
No dia seguinte, Marquinhos voltou a praia, mas estava pensativo, ficou chocado pelo que viu e ao mesmo tempo se impressionou com o poder dos traficantes.
Por várias vezes ele se perguntou se aquilo dava muito dinheiro e poder. No final do dia, ele decidiu voltar no mesmo local onde tinha visto o rapaz ser espancado.
Lá estavam os mesmos traficantes de antes. Eles viram Marquinhos e o chamaram:
– Moleque, vem cá! Quer ganhar uma grana? Entrega isso lá na boca pra mim, se tu não chegar lá com isso cê morre hein!
Marquinhos pegou o pacote e foi em direção a boca no topo da favela. Chegando lá, ele viu o dono da boca contando um bolo de dinheiro. Ele entregou o pacote e ganhou 200 reais por isso.
Logo, Marquinhos pensou e decidiu se juntar a eles. No dia seguinte, ele pediu emprego na boca. Ele foi empregado como entregador.
Quinze dias após sua “estréia” no crime, foi encontrado na escadaria da favela o corpo de um menino morto a tiros. Era ele, Marcos Silva, 16 anos, agora morto. Perto havia dois policiais fazendo o seguinte comentário:
-Vê aí quem era ele.
-Se preocupa não, só mais um.

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Amor e carnaval.
Por: Renato §. Cardoso

Época de carnaval, povo animado e sentimentos a flor da pele. Mas nem por isso deixarei de expor o meu amor por você. O amor que sinto por ti se assemelha a uma escola de samba. Estranho? Siga a descrição abaixo.
O meu coração é seu barracão, onde a guardo com todo zelo e carinho, esperando, ansioso e feliz, o dia do grande desfile ao seu lado. Neste barracão estão as mais belas fantasias que enfeitam nosso amor. Fantasias de amor infinito, confeccionadas pelos anjos do amor eterno.
As alegorias foram retiradas das mais belas paisagens terrestres. Da terra, tirei a força necessária para te amar. Do ar, retirei toda essência que alimenta nosso amor. Do fogo, retirei a uma chama branda que nutre nossa paixão de forma sadia. Da água, retirei a pureza que enfeita nossos sentimentos.
A comissão de frente deste amor vem dançando pela avenida dos sonhos trazendo a paz desejada, a felicidade almejada e a admiração conquistada, tudo isso de forma espontânea e simples.
Nos meus sonhos, nós bailamos como um mestre-sala e uma porta bandeira, numa dança de intensa sintonia e reciprocidade de gestos e carinhos. Nesta dança, irradiamos uma luz de grandeza desconhecida. Dançamos observados pelas luzes da vida.
Na passarela deste amor não temos tempo determinado para atravessar, pois tudo que sentimos nos dá a permissão do tempo do amor infinito, do amor universal. Atravessando tempos e tempos juntos, numa busca desenfreada pela evolução harmônica dos nossos sentimentos.
E por falar em evolução, o nosso amor vem, melhor do que nunca, crescendo e evoluindo para um único objetivo comum, o do amor pleno. No decorrer dos tempos aprendemos a deixá-lo coeso e harmônico, como sendo um só.
Mas, tudo que embala esse sentimento, que sinto por ti, é o meu coração, que funciona como a bateria da escola, acelerando toda vez que a vê, porém sabendo manter a cadência certa, sem atravessar a melodia que a vida nos destinou. Para que juntos cheguemos ao fim da avenida terrena.

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O dia que descobri o amor.
Por: Renato §. Cardoso.

Nos últimos tempos eu descobri que amava alguém. Descobri que amava, amava não amo, você. O amor chegou para mim como um manso canto de pássaro no início de um dia de sol.
Nesse belo dia senti que algo de novo ia acontecer, só não sabia que ele me traria você. Acordei pensando em fazer as mesmas coisas de sempre, dia comum de rotina chata. Sai na rua. Fiz tudo que deveria fazer, não observava nada, pois nada me chamava atenção.
Não queria amar, ou melhor, não estava disponível para o amor. Meu coração estava triste, calejado. Ele estava cansado de se entregar a quem nunca quis ficar nele. Então, aconteceu que neste dia meu coração te viu. Ela não pode resistir. Se apaixonou.
A partir de então meus dias foram ganhando novas cores, novos sentidos, novas emoções. Tudo que procurava finalmente foi encontrado. Minha paz, meu amor, minha vida, minha felicidade. Tudo isso eu encontrei em você.
Agora tudo que mais quero é fazer você feliz. Te dar tudo aquilo que eu procurava. Sentir-me amado e amar você loucamente. Amor que tira o fôlego, que causa arrepio, que causa saudade, e acima de tudo ansiedade, a ansiedade de te ver, de estar com você todo sempre.
Hoje me olho no espelho, bem de pertinho, e nos meus olhos vejo seu reflexo, reflexo do seu rosto, reflexo do meu amor, reflexo do meu coração.
Se passo na rua e vejo um casal de enamorados me lembro de você, isso me causa inveja, mas longo penso que no final do dia estarei ao seu lado, logo a inveja passa e surge a alegria de saber que tenho você comigo.
Agora posso dizer que sou feliz, pois estou ao seu lado. A vida atendeu meu pedido, a vida me trouxe você, me trouxe a paz e o amor desejados. Se sou feliz, é porque te amo. Obrigado vida por trazer meu amor!

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Trabalhando o desapego.
Por: Renato §. Cardoso

Eu admiro as pessoas que não se apegam afetivamente as outras, ou que se apegam a várias pessoas de formas diferentes. O desapego não é o desgostar. O desapego é uma forma de gostar diferente, talvez sem cobranças, sem compromisso, mas também sem amor.
Trabalhar o desapego é complicado, por mais que eu queira isso. Não me vejo em um relacionamento sem aquela pontinha de ciúmes. Quer coisa melhor um pouquinho de ciúme para te dar a certeza de que a pessoa amada gosta de você? Além do que faz bem para o ego.
Talvez se eu pudesse mandar em meus sentimentos, eu escolheria a dosagem certa de quanto gostar de uma ou de outra pessoa, quem merece ou não merece, mas infelizmente no coração ninguém manda, as pessoas chegam, se apresentam, entram nele com um convite vip, se acomodam, e do nada resolvem ir embora, deixando seu coração vazio.
Por isso acho que o desapego é uma forma válida de gostar, assim ninguém sofre, ninguém abandona ninguém, e, principalmente, ninguém brinca com os sentimentos de ninguém.
Porém eu ainda prefiro me apegar as pessoas, sentir o calor do coração humano, sentir a felicidade da vida. Sofrimento faz parte da vida, querendo ou não todo mundo passa por algum um dia.
Não me imagino em um mundo sem o apego, sem a troca de carinho, e sem o amor. Não existe nada melhor do que amar. Dizem que ser amado é melhor, mas eu não acho. Amar é sentir o coração aquecido, suspiros do correr de um dia agitado, lembrar de alguém que se gosta. Não tenho dúvidas, prefiro mil vezes amar, se der para ser amado é muito bom também, mas a vida não é perfeita para ninguém. Prefiro me apegar, a passar pelo desapego e só conhecer a superficialidade das outras pessoas.
Fica aqui a minha admiração para as pessoas que conseguem praticar o desapego, e também os meus sinceros votos de felicidade em um mundo sem amor, sem dedicação, sem carinho verdadeiro.

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Saudades de um amor.
Por: Renato §. Cardoso / Bruna Crespo

Eu estava pensando muito, ultimamente, sobre o verdadeiro sentido da palavra saudade. Saudade é algo que sentimos quando o coração nos pede uma lembrança, um carinho ou uma sensação.
Nos últimos dias eu andava com o peito amargurado, com a sensação de tristeza. Parecia que tinham me tirado algo de que eu muito gostava. E toda vez que recorria a meu coração, para solucionar esse problema, ele me mostrava a sua imagem.
Logo, percebi que o que sentia por você era mais forte do que eu. É um tipo de amor diferente. Daqueles que saudade alimenta e fortifica. Daqueles que a distância não diminui, nem destrói.
Sempre perguntava ao meu coração onde será que você estava e o que será que estava acontecendo. Buscava você nos meus sonhos, como um modo de tê-la mais próxima a mim. Mesmo de longe, sentia que tinha um coração, em algum lugar, que batia pedindo minha presença.
A sensação de saudade aumentava a cada instante. Meus pensamentos iam longe, até um lugar que eu nunca estive antes. Eles iam até você. Chamavam-te para o meu lado, tentavam acalentar o seu coração sofrido com um amor que você tanto merece.
Finalmente, eu encontrei você… nostálgica pela nossa pátria particular, nosso nicho de amorosidade. Saudosa pelo meu corpo, embora estivesse por muito tempo com minha alma; por todo tempo da nossa distância. Meus pensamentos regressaram juntamente contigo. Porém, perdurei a refletir sobre saudade… mais intensamente agora… e de repente me dando conta de já estar ao seu lado, insistia numa conclusão que aparentava impossibilidade. O que seria saudade?… Um acervo de sentimentos? Desejo de possessão, querença, nostalgia, ausência, sofrimento? Já não me cabia mais em ti. Estava com saudades da saudade por ti. Estava entre dois amores. Meu amor por ti e meu amor pela saudade de ti. Relutante, pois também desejava a proximidade, me pus contra a parede e, a saudade enfim decidiu que era melhor pra mim. Fugi de você, ainda estonteante, nem eu

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Uma história de Amor
Por: Renato §. Cardoso.

Há tempos atrás eu pedia a Deus um amor sincero, que me trouxesse paz e felicidade. Deus me disse que seria possível sim eu encontrar esse amor, porém teria que esperar o momento certo. Então eu esperei, pois confiava na sabedoria divina. Dias se passaram, meses correram, até que num belo dia eu recebi um sinal, uma breve mensagem. Nela havia um simples Oi! mas pra mim bastou. Neste mesmo dia Deus, em sua sabedoria, me disse:

– Está aí seu grande amor. Cuide bem dela, faça ela feliz, dê amor a ela, nunca a desampare, pois a obrigação que te passo para esta vida é fazê-la feliz, cumpra o que te disse q você será feliz ao lado dela.

Eu tratei logo de seguir o q me foi passado. Primeiro, busquei aproximação, depois a conquista. Barreiras se opuseram, mas nada tirou meu animo, minha garra, minha vontade de lutar pelo meu amor. Quando tudo parecia calmo, minha mente entrou em descompasso e cometi erros seguidos. Pronto neste momento me vi sozinho, sem meu amor. Entrei em desespero. Meu coração pedia por ela e não a tinha e mais uma vez recorri a Deus e ele me disse:

– Eu te disse pra cuidar bem dela e o que você me faz? Comete erros e a magoa. Isso é certo? Se fosse o primeiro erro eu até poderia entender, mas foi o terceiro erro. Ela não merece sofrer tanto, sofrimento é necessário, mas no caso dela você já abusou demais. Quando eu a fiz, pus nela toda a ternura dos anjos e dei a ela uma meta a de ser feliz. E eu contava com você pra me ajudar e o q você fez?

Eu me vi sem chão, sem ar, sem amor, sem motivo, sem razão, sem forças, sem nada. Reconheci todos meus erros e pedi mais uma chance, somente mais uma chance. E por obra e caridade divina essa chance foi me dada, consegui toca-la no coração novamente, consegui mostrá-la o quanto ela é importante pra mim. Porém fui avisado

– Essa será última chance. Eu fiz vocês um para o outro, não necessidades de brigas. A situação anda um pouco difícil, mas tudo se resolverá, tenha paciência. Vocês serão felizes, montarão uma família, se casarão. O amor de vocês não vem de agora é coisa antiga desde do início do mundo. Vocês são almas gêmeas, almas enamoradas, almas nascidas para o amor. Eu abençoei esta união desde o início, não deixe as barreiras tomarem conta dos seus pensamentos. Cuide dela e seja feliz, meu filho.

Eu escutei tudo atentamente, e tomei uma decisão. Vou mudar por ela, vou me tornar alguém melhor, vou lutar pela nossa felicidade, vou leva-la ao meu lado, passando por qualquer barreira. Demorei tanto pra reencontra-la e não será agora que vou desperdiçar a chance de ser feliz e de faze-la feliz, pois como Deus me disse, faze-la feliz é a minha meta de vida, é minha obrigação e eu vou cumprir da forma mais prazerosa possível.

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Você me mostrou a vida.
Por: Renato Cardoso

Mais um dia como todos os outros. Pessoas correndo pelas ruas. Eu não era muito diferente dessa multidão consumista das grandes cidades. Me perdia no meio dos carros, poeira, pessoas. Pensava somente em ter bens materiais que pudessem me dar uma vida confortável.
Nunca parei para perceber as coisas simples que a vida me oferecia. Nunca vi um pôr-do-sol, nem sequer olhei para lua para admira-la. Só queria ter e nunca me preocupava com o ser.
Porém, num dia como os outros, eu estava me saindo de casa para trabalhar. Entrei no meu carro. Fiz o trajeto de sempre. Só não esperava que no meio deste trajeto eu fosse encontrar você.
Você estava, na calçada a beira mar, fazendo sua corrida matinal. Fique perplexo, ao notar que no meio dessa multidão pudesse existir alguém como você que me despertaria o amor.
Parei o carro por uns minutos. Fiquei te admirando. Só que fui retirado do meu sonho pelas buzinas dos carros das outras pessoas, que assim como eu, não prestavam a atenção na vida. Te perdi de vista.
A partir deste dia passava todas as manhãs no mesmo local e na mesma hora para ver se te reencontrava. Meus dias passaram a ter um motivo para que eu pudesse ser feliz.
Mas a angustia de não saber quem você era, onde você estava e quando te veria novamente estava me corroendo. Tirei um dia de folga e fui para o local que a vi pela primeira vez. Fiquei lá por horas e nada de você aparecer. Então resolvi caminhar, e como se fosse obra dos céus parei de frente para uma Igreja.
Entrei e nem me lembrava mais qual foi a última vez que tinha feito isso. Me sentei e comecei a conversar com Deus.
-Caro Deus, eu sei que nunca conversei contigo, mas hoje recorro a sua ajuda. Não quero mais bens materiais e nem sucesso. Só quero aquela que povoa meus pensamentos, que tornou minha vida algo agradável de se viver.
Tempos mais tarde, eu finalmente encontrei a mulher dos meus sonhos. Hoje vivo ao lado dela. A partir de então, eu nunca mais pedi nada, pois já tenho tudo.

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Um grande amor.
Por: Renato §. Cardoso.

Um certo dia, um senhor, chamado Amor, bateu na porta da minha e me disse:
-Foi daqui que pediram um amor eterno?
Eu o convidei pra entrar e se sentar, e perguntei:
-Quem o senhor está me trazendo para ser meu amor?
O Sr. Amor me disse que eu descobriria com um senhor chamado Tempo. Então, fui perguntar ao Sr. Tempo quem era essa pessoa que seria meu amor eterno. O Sr. Tempo me disse:
-Calma rapaz! Você está vendo aquela senhora na cadeira de balanço? Então, aquela é a Srª. Esperança. Por favor, espere ao lado dela.
Eu fui me juntar a aquela senhora de aspecto feliz e sempre simpática. Ela me olhou nos olhos e me disse:
-Oi meu filho, você está ansioso para encontra-la não é?
Ela, sem que eu falasse ao menos uma palavra, descobriu tudo que se passava dentro do meu coração. A Srª Esperança continuou:
-Meu filho, ande sempre comigo em seu coração que eu nunca vou te desamparar. Agora, com relação aquilo que te aflige, fique calmo, pois numa noite do ano de 2006 você encontrará a mulher que irá consigo para o resto da sua vida. Ela está mais próxima de você do que você mesmo pensa.
Eu voltei para minha casa e fiquei pensando em tudo. Estava certo de que a Srª Esperança estava olhando por mim e eis que naquela mesma noite, o Sr. Destino veio me visitar a pedido do Sr. Amor.
-Meu filho, eu venho a pedido do Amor. Finalmente chegou sua hora de ver a mulher que será seu amor.
Ele fez com que esta mulher me mandasse uma mensagem. Eu a vi, meus olhos brilharam. Senti no fundo do meu coração um amor imenso. Finalmente vi meu amor. Só que eu tive uma advertência. O Sr. Destino me disse que ela não me notaria de início, porém eu teria que ter paciência e esperança. Eu concordei.
Agora, passados seis meses, eu consegui tocar no coração do meu amor. A Srª. Esperança me visitou e me perguntou se estava feliz. Eu respondi que sim, pois havia encontrado meu grande amor, ou seja, você.

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